
Régia e Ore iniciam captação de fundo de minerais críticos
Capital Reset | 20.05.2026
As gestoras Régia Capital e Ore Investments iniciaram oficialmente a captação de recursos do seu Fundo de Private Equity de Minerais Críticos. A primeira rodada da oferta é focada em investidores profissionais locais.
Para que o fundo comece a fazer aportes, o seu patrimônio mínimo precisa ser de R$ 400 milhões – o objetivo é levantar R$ 1 bilhão no total. Mas a captação não parte do zero: agora é preciso levantar R$ 100 milhões para compor os R$ 300 milhões já comprometidos por Vale, BNDESPar e BB Asset.
“Depois vamos lançar uma segunda tranche mais voltada para o investidor externo”, diz Márcio Correia, diretor de investimentos da Régia.
Segundo ele, conta a favor da corrida mundial por esses minerais essenciais para transição energética. Contra, os juros elevados no país (Selic em torno de 15%), que desestimulam a tomada de risco por parte dos investidores.
O retorno que o FIP vai buscar para o cotista é alto: IPCA + 25% ao ano.
O veículo foi estruturado com subclasses para atrair diferentes tipos de investidores. Entre elas estão a classe dos âncoras (BNDESPar e Vale); a dos investidores estratégicos, que podem ter acesso a compra antecipada dos produtos das empresas investidas (os chamados contratos de offtake); e a do investidor profissional.
A captação já realizada pela BB Asset foi avaliada como um termômetro da demanda pela tese. A gestora do Banco do Brasil é sócia da JGP na joint venture que deu origem à Régia Capital e atua como distribuidora parceira. Ela estruturou um fundo que investe
em cotas (FIC) do fundo de minerais críticos e captou os R$ 100 milhões em quatro meses.
Primeiro Investimento
O fundo já tem uma candidata para o primeiro investimento: a mineradora de terras raras Viridis.
“A Virids é uma das primeiras da fila no nosso pipeline. Como a estruturação do FIP demorou mais do que o planejado, fizemos o investimento diretamente pelas gestoras-mães, Régia e Ore”, diz Correia.
Pelo acordo, as gestoras realizaram dois investimentos e têm direito a fazer outros no valor de até US$ 30 milhões. O plano é que os próximos sejam realizados via o FIP.
O fundo pode investir tanto em minas que estejam em operação quanto em fase de desenvolvimento e implementação. Projetos de pesquisa geológica também são elegíveis.


