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Em julho de 2026, a NOAA confirmou que o El Niño já está em curso. Os modelos apontam 97% de chance de um evento no mínimo forte no auge, previsto entre novembro deste ano e janeiro do próximo, e 81% de chance de um evento muito forte. A hipótese de um episódio fraco está praticamente descartada.
Passamos os últimos meses estudando o fenômeno. O que encontramos nos convenceu de que a pergunta mais comum, quão forte ele será, é também a menos útil.
A Carta mostra que o dano não é uma função simples da intensidade. Pelo índice RONI, que desconta o aquecimento global de fundo, o El Niño de 2023 e 2024 foi apenas moderado. Foi também um dos mais destrutivos da história recente do país. As enchentes no Rio Grande do Sul atingiram 478 municípios, afetaram 2,4 milhões de pessoas e causaram mais de 180 mortes.
A Carta mostra que o dano não é uma função simples da intensidade. Pelo índice RONI, que desconta o aquecimento global de fundo, o El Niño de 2023 e 2024 foi apenas moderado. Foi também um dos mais destrutivos da história recente do país. As enchentes no Rio Grande do Sul atingiram 478 municípios, afetaram 2,4 milhões de pessoas e causaram mais de 180 mortes.
“Havia um componente inevitável, a chuva, e um evitável, a fragilidade da infraestrutura. O primeiro foge ao nosso controle, o segundo não, e é sobre ele que a adaptação atua.”
Fomos verificar, então, o quanto as cidades brasileiras estão preparadas. O Indicador de Capacidade Municipal, instrumento oficial do governo federal, classifica os municípios de A a D conforme sua capacidade de gestão de riscos. Entre os 2.086 apontados como mais suscetíveis a desastres, 1.302 seguem nas duas piores faixas. São 62,4%. Apenas 9,7% chegam à faixa A.


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